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Câncer de Bexiga

O câncer de bexiga é um dos tumores mais comuns do sistema urinário e acontece quando células que revestem o órgão passam a crescer e se multiplicar de forma descontrolada. 

Em muitos casos, a primeira alteração percebida é a presença de sangue na urina, mesmo sem dor. Por isso, diante desse sinal, ter a avaliação de um médico se faz urgente e não pode ser adiada. 

O urologista para câncer de bexiga participa da investigação, confirma o diagnóstico e define o tratamento mais adequado para cada paciente.

Continue lendo este artigo para saber mais!

O que é o câncer de bexiga?

A bexiga é um órgão flexível que armazena a urina até o momento da eliminação. O câncer da bexiga se desenvolve quando células de seu revestimento sofrem alterações e começam a se multiplicar de maneira descontrolada. 

O comportamento da doença varia conforme a profundidade que o tumor alcança na parede da bexiga. De forma geral, os tumores podem ser classificados em 2 grupos:

Tipo de tumor

Características

Tumores superficiais

Permanecem restritos ao revestimento interno da bexiga e não atingem a camada muscular.

Tumores invasivos

Ultrapassam as camadas mais superficiais e atingem o músculo da parede da bexiga, apresentando maior risco de progressão.

A idade também influencia o risco. O tabagismo é o principal fator associado ao desenvolvimento da doença: segundo a American Cancer Society, pessoas que fumam têm pelo menos 3 vezes mais risco de desenvolver câncer de bexiga do que não fumantes. 

Sintomas do câncer de bexiga

O sinal mais característico é a hematúria, nome dado à presença de sangue na urina. Ela pode ser visível a olho nu ou identificada em exames laboratoriais.

Em alguns pacientes, esse é o único sinal da doença.

Outras alterações podem incluir:

  • aumento da frequência urinária;

  • urgência para urinar;

  • ardência ou dor durante a micção;

  • dificuldade para iniciar o jato urinário;

  • dor na região abdominal ou pélvica;

  • necessidade de urinar várias vezes durante a noite.

A presença de sangue na urina merece investigação, especialmente em pessoas acima dos 40 e em fumantes.

A infecção urinária, cálculos e outras doenças também podem causar hematúria, por isso é importante saber de onde vem o sangramento. 

Diagnóstico do câncer de bexiga

A investigação começa com a avaliação clínica e o histórico do paciente, a partir das características dos sintomas e dos fatores de risco, o urologista pode solicitar exames para identificar alterações no trato urinário.

Entre os principais exames estão:

  • Ultrassonografia: permite avaliar a bexiga e outras estruturas do sistema urinário.

  • Urografia excretora: exame de imagem que permite observar o sistema urinário e possíveis alterações.

  • Tomografia ou ressonância magnética: fornecem imagens mais detalhadas e podem ajudar na avaliação da extensão da doença.

  • Cistoscopia: utiliza um aparelho introduzido pela uretra para visualizar diretamente o interior da bexiga.

  • Biópsia: durante a investigação ou procedimento cirúrgico, pode ser retirada uma amostra do tecido para análise microscópica.

  • Citologia urinária: analisa células presentes na urina e pode auxiliar na identificação de células tumorais.

A cistoscopia tem papel importante na investigação porque permite observar diretamente a parede interna da bexiga.

Quando existe uma área suspeita, a análise do tecido é fundamental para confirmar o diagnóstico e determinar o tumor. 

Quais as opções de tratamento para o câncer de bexiga?

O tratamento para o câncer de bexiga é escolhido de acordo com o tipo de tumor, sua profundidade, grau, extensão e condições gerais do paciente.

Tumores superficiais e invasivos exigem abordagens diferentes. 

Tipo de tumor

Principais tratamentos

Tumores superficiais

RTU (ressecção transuretral): remove o tumor pela uretra e permite analisar o tecido. BCG intravesical: pode ser indicada para reduzir o risco de recorrência em casos de maior risco.

Tumores invasivos

Cistectomia radical: retirada da bexiga, podendo incluir os linfonodos próximos. Reconstrução urinária: pode ser realizada com um segmento do intestino, incluindo a possibilidade de uma neobexiga em pacientes selecionados.

Quais cuidados e estilo de vida após tratamento devem ser considerados?

O acompanhamento após o tratamento é parte importante do cuidado porque o câncer de bexiga pode apresentar recorrência.

A frequência das consultas e dos exames depende do tipo e do risco do tumor tratado.

Entre os cuidados que merecem atenção estão:

  • manter o acompanhamento periódico com o urologista;

  • realizar os exames de controle indicados para cada caso;

  • abandonar o cigarro;

  • manter uma alimentação equilibrada;

  • praticar atividade física regularmente;

  • manter boa hidratação, conforme orientação médica.

Avaliação especializada

A presença de sangue na urina, mesmo que ocorra apenas uma única vez e sem dor, exige investigação médica imediata.

O Dr. Fernando Almeida, professor livre-docente em urologia possui sólida experiência clínica no diagnóstico, mapeamento e tratamento de tumores vesicais.

A consulta médica presencial em São Paulo permite analisar minuciosamente os sintomas e os fatores de risco de cada paciente.

A partir dessa avaliação, são indicados e coordenados os exames diagnósticos e de imagem mais precisos, como ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética, citologia urinária e cistoscopia com biópsia, para traçar um plano personalizado e seguro.

Entre em contato para ter mais informações!

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Prof. Dr. Fernando Almeida

Sobre o médico

Quem assina este conteúdo

O Prof. Dr. Fernando Almeida é urologista, cirurgião e professor, atuando como chefe da disciplina de urologia da Escola Paulista de Medicina (EPM-UNIFESP). Possui pós-doutorado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e vasta experiência clínica, dedicando-se ao diagnóstico e tratamento das doenças do sistema urinário de homens e mulheres, do aparelho reprodutor masculino e das disfunções do assoalho pélvico feminino.

CRM-SP: 95644 · RQE: 30284