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Disfunção Erétil (Impotência Sexual)

A disfunção erétil é a dificuldade em obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual que realmente satisfaz. 

Também é conhecida como a impotência sexual, pode estar relacionada a alterações vasculares, hormonais, neurológicas, medicamentosas ou psicológicas e é mais frequente com o avanço da idade. 

Em São Paulo, um urologista para disfunção erétil pode investigar essas diferentes possibilidades e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.

A avaliação também é importante porque a dificuldade de ereção pode estar associada a condições como diabetes e doenças cardiovasculares.

O que é a disfunção erétil? (impotência sexual)

A disfunção erétil ocorre quando o homem apresenta dificuldade recorrente para alcançar ou manter uma ereção com rigidez suficiente para a atividade sexual. 

A condição pode ter uma única causa, mas é comum que fatores físicos e psicológicos estejam envolvidos ao mesmo tempo. 

A frequência aumenta com a idade, embora a disfunção erétil não deva ser considerada uma consequência inevitável do envelhecimento. Dados epidemiológicos mostraram aumento importante da prevalência ao longo da vida: 

Faixa etária

Prevalência aproximada

25 anos

Cerca de 2% dos homens

40 anos

Cerca de 39% dos homens

Acima de 70 anos

Mais de 50% dos homens

A presença de dificuldade de ereção, especialmente quando começa de forma persistente, merece ser investigada.

Além de afetar a vida sexual, a disfunção erétil pode funcionar como um marcador de alterações cardiovasculares e metabólicas. 

Tipos de disfunção erétil

A dificuldade de ereção pode ter origens bastante diferentes. Por isso, identificar o mecanismo predominante é uma das etapas mais importantes antes de definir o tratamento. 

  • Psicogênica: relacionada a ansiedade, estresse, insegurança, depressão ou outras questões emocionais. A ansiedade de desempenho, por exemplo, pode interferir diretamente na resposta sexual.

  • Hormonal: pode estar associada a alterações como definições de testosterona ou aumento de prolactina. A investigação hormonal é indicada de acordo com os sintomas e avaliação clínica.

  • Neurogênica: ocorre quando há alterações no sistema nervoso responsáveis pela resposta sexual, podendo estar relacionada a diabetes, esclerose múltipla, lesões da medula espinhal ou outras doenças neurológicas.

  • Arterial: acontece quando a chegada de sangue ao pênis é prejudicada, como em casos de doença vascular, aterosclerose ou após determinados traumas pélvicos.

  • Veno-oclusiva: está relacionada à dificuldade de manter o sangue dentro dos corpos cavernosos durante a ereção.

  • Farmacológica: alguns medicamentos e substâncias podem interferir na função erétil, incluindo determinados antidepressivos e anti-hipertensivos, além do consumo excessivo de álcool e do tabagismo.

Essas categorias podem se sobrepor. Um homem com diabetes, por exemplo, pode apresentar alterações vasculares e neurológicas, além de ansiedade relacionada ao desempenho sexual.

Fatores de risco

Diversos fatores aumentam a possibilidade de desenvolver disfunção erétil, entre eles estão:

Fator de risco

Como pode estar relacionado à disfunção erétil

Diabetes mellitus

Pode estar associado a alterações vasculares e neurológicas que interferem na ereção.

Hipertensão arterial

Pode comprometer a saúde dos vasos sanguíneos envolvidos na função erétil.

Doenças cardiovasculares

Podem estar relacionadas à redução do fluxo sanguíneo necessário para a ereção.

Alterações do colesterol

Podem contribuir para alterações vasculares que prejudicam a circulação.

Obesidade

Está associada a alterações metabólicas e cardiovasculares que podem afetar a função sexual.

Sedentarismo

Pode contribuir para fatores metabólicos e cardiovasculares relacionados à disfunção erétil.

Tabagismo

Pode prejudicar a saúde vascular e interferir no fluxo sanguíneo.

Consumo excessivo de álcool

Pode interferir na função sexual e contribuir para dificuldades de ereção.

Alguns medicamentos

Determinados medicamentos podem apresentar a disfunção erétil como possível efeito adverso.

Cirurgias pélvicas

Alguns procedimentos podem afetar estruturas ou nervos envolvidos na ereção.

Tratamento da disfunção erétil

O tratamento da disfunção erétil deve ser individualizado, a escolha depende da causa identificada, da intensidade dos sintomas, das condições de saúde, dos medicamentos utilizados e das expectativas do paciente.

A avaliação pode incluir história clínica e sexual detalhada, exame físico e exames laboratoriais, como glicemia, perfil lipídico e testosterona total.

Exames específicos, como ultrassonografia Doppler peniana, podem ser solicitados em situações selecionadas. 

Tratamento oral

Os medicamentos inibidores da fosfodiesterase tipo 5, conhecidos como inibidores de PDE5, estão entre as principais opções para o tratamento da disfunção erétil e são recomendados como terapia de primeira linha pelas diretrizes urológicas; sildenafil, tadalafil, vardenail e avanafil fazem parte dessa classe.

Medicamento

Característica

Observação

Sildenafil

Alta eficácia em diferentes grupos de pacientes

O horário de uso e a estimulação sexual influenciam a resposta

Tadalafil

Ação mais prolongada

Pode ser uma alternativa para homens que desejam maior flexibilidade

Vardenafil

Inibidor de PDE5

A indicação depende do perfil clínico e da resposta individual

Avanafil

Inibidor de PDE5 de ação relativamente rápida

Pode ser considerado conforme avaliação médica

É contraindicado o uso de inibidores de PDE5 com nitratos, pois são medicamentos utilizados em determinadas condições cardíacas.

Por isso, o paciente não deve iniciar esses medicamentos por conta própria.

Auto-injeção intracavernosa

As injeções intracavernosas utilizam medicamentos vasodilatadores aplicados diretamente nos corpos cavernosos para produzir uma ereção.

O alprostadil, também conhecido como prostaglandina E1, é uma das substâncias utilizadas na modalidade.

Em alguns casos, podem ser utilizadas combinações de medicamentos, de acordo com a avaliação do urologista para disfunção erétil.

A aplicação exige orientação médica para definir dose e técnica, já que uma dose inadequada pode provocar efeitos adversos, incluindo ereção prolongada. 

As injeções intracavernosas são uma alternativa eficaz para pacientes que não respondem adequadamente aos medicamentos orais ou que não podem utilizá-los.

Vacuoterapia

A vacuoterapia usa um dispositivo que cria pressão negativa ao redor do pênis, favorecendo a entrada de sangue nos corpos cavernosos e a obtenção da ereção. Um anel constritor pode ser utilizado para ajudar a mantê-la. 

É uma alternativa não medicamentosa que pode ser útil para homens que não desejam ou não podem utilizar determinados medicamentos.

Conforme aponta uma revisão sistemática publicada no International Journal of Impotence Research, a eficácia do método varia de aproximadamente 70% a mais de 90%, dependendo da causa da disfunção erétil e do perfil do paciente.

Os melhores resultados costumam aparecer em homens no pós-operatório de prostatectomia radical, enquanto casos ligados à lesão medular tendem a responder um pouco menos. 

Implante de prótese peniana

A prótese peniana pode ser considerada quando outros tratamentos não apresentam resultado satisfatório, são contraindicados ou quando o paciente prefere uma solução definitiva. 

Existem dois grupos principais: próteses semirrígidas e infláveis:

Tipo

Característica

Observação

Semirrígida

Estrutura maleável que mantém o pênis firme

Técnica mais simples e fácil de utilizar

Inflável

Sistema que permite controlar o estado de ereção

Proporciona maior naturalidade no estado flácido

Aspectos emocionais e qualidade de vida

A disfunção erétil pode afetar autoestima, confiança, relacionamento e bem-estar emocional. A preocupação com uma nova falha pode aumentar a ansiedade e, em alguns casos, contribuir para a manutenção do problema.

Por isso, a avaliação não deve se limitar aos aspectos físicos, quando fatores emocionais ou psicosexuais estão presentes, o acompanhamento psicológico ou a terapia sexual podem fazer parte do tratamento. 

A terapia cognitivo-comportamental, especialmente associada ao tratamento médico quando indicada, pode melhorar a adaptação psicológica e os resultados.

Com uma investigação adequada, é possível identificar os fatores envolvidos e construir uma estratégia de tratamento compatível com a saúde, a rotina e as expectativas do paciente.

Quando procurar um urologista para disfunção erétil em São Paulo

A dificuldade de ereção que se repete merece avaliação médica, em vez de tratar o sintoma, o urologista pode investigar se existe uma alteração vascular, hormonal e neurológica, medicamentosa ou psicológica por trás do quadro.

Essa investigação também pode revelar fatores de risco que ainda não foram diagnosticados. A disfunção erétil está associada a doenças cardiovasculares e metabólicas, por isso sua avaliação pode fazer parte de uma abordagem mais ampla de saúde masculina. 

Disfunção Erétil (Impotência Sexual)

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Prof. Dr. Fernando Almeida

Sobre o médico

Quem assina este conteúdo

O Prof. Dr. Fernando Almeida é urologista, cirurgião e professor, atuando como chefe da disciplina de urologia da Escola Paulista de Medicina (EPM-UNIFESP). Possui pós-doutorado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e vasta experiência clínica, dedicando-se ao diagnóstico e tratamento das doenças do sistema urinário de homens e mulheres, do aparelho reprodutor masculino e das disfunções do assoalho pélvico feminino.

CRM-SP: 95644 · RQE: 30284