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Infecção Urinária

Poucas queixas chegam ao consultório de urologia com tanta frequência quanto a infecção urinária. E boa parte delas volta a aparecer justamente porque a causa não foi investigada a fundo. Identificar o que está por trás dos sintomas é o que faz a diferença entre tratar um episódio e resolver o problema. 

Sintomas de infecção urinária

Os sintomas podem variar conforme a região do sistema urinário afetada. Os mais comuns incluem:

  • ardência ou dor ao urinar;

  • vontade frequente de urinar;

  • urgência urinária;

  • eliminação de pequenas quantidades de urina;

  • dor ou pressão na parte inferior do abdômen;

  • alteração no odor ou aspecto da urina;

  • sangue na urina em alguns casos.

Quando a infecção alcança os rins, podem aparecer febre, calafrios, dor lombar ou na lateral do corpo, náuseas e vômitos.

É importante diferenciar esses sintomas dos provocados pelo próprio cálculo. A pedra pode causar cólica renal, sangue na urina, náuseas e dificuldade para urinar, mas febre e calafrios associados a uma suspeita de cálculo são sinais de alerta para uma possível infecção.

Como é diagnosticada a infecção urinária?

A avaliação pode incluir exames de urina, que ajudam a identificar sinais de infecção. Em determinadas situações, a urocultura permite identificar a bactéria responsável e orientar a escolha do antibiótico.

Quando existe suspeita de pedra nos rins, a investigação pode incluir exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia, para verificar a presença, localização e tamanho do cálculo e avaliar se existe obstrução.

Essa avaliação é particularmente importante quando o paciente apresenta infecções urinárias recorrentes, pois cálculos, alterações anatômicas e dificuldades no esvaziamento do trato urinário podem contribuir para novos episódios.

Quando a infecção urinária exige atenção?

Uma infecção urinária acompanhada de febre, calafrios, dor lombar intensa, vômitos ou dificuldade para urinar merece avaliação médica, especialmente quando já existe diagnóstico ou suspeita de cálculo renal.

Nessas situações, não é recomendado tentar tratar o problema por conta própria. A combinação entre infecção e obstrução urinária pode exigir uma abordagem rápida para controlar a infecção e restabelecer o fluxo adequado da urina.

Por isso, quando pedra nos rins e infecção urinária aparecem juntas, a avaliação de um urologista é importante para identificar a causa, verificar a existência de obstrução e definir o tratamento mais adequado.

Sintomas da infecção urinária

Os sintomas de uma infecção urinária podem variar de acordo com a região do sistema urinário afetada e a intensidade do quadro. Nos casos que atingem a bexiga, por exemplo, os sinais mais comuns estão relacionados à própria micção.

Entre os principais sintomas estão:

  • ardência ou dor ao urinar;

  • vontade frequente de urinar, mesmo eliminando pouca urina;

  • urgência para ir ao banheiro;

  • dor ou desconforto na parte inferior do abdômen;

  • alteração no aspecto ou no odor da urina;

  • presença de sangue na urina em alguns casos.

Quando a infecção alcança os rins, podem aparecer sintomas mais intensos, como febre, calafrios, dor na região lombar, náuseas e vômitos. Nessa situação, a avaliação médica deve ser realizada com maior atenção.

É importante não confundir todos os sintomas urinários com uma infecção. Cálculos, alterações na bexiga, irritações e outras condições urológicas também podem provocar manifestações semelhantes. Por isso, a confirmação do diagnóstico é importante para direcionar o tratamento.

Como é feito o diagnóstico da infecção urinária?

O diagnóstico começa com a avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e das condições que podem aumentar o risco de infecção. A partir dessa análise, o urologista pode solicitar exames para confirmar a presença de uma ITU e entender sua origem.

O exame de urina pode identificar alterações compatíveis com uma infecção. Em determinadas situações, a urocultura com antibiograma é utilizada para identificar a bactéria responsável e verificar a sensibilidade aos antibióticos.

Nem toda infecção urinária exige exatamente a mesma investigação. Em casos recorrentes, por exemplo, pode ser necessário procurar fatores que estejam favorecendo novos episódios.

Exames de imagem podem ser indicados quando há suspeita de cálculos, obstruções ou alterações estruturais do trato urinário. A investigação também pode ser importante quando os sintomas são persistentes ou quando existe suspeita de que a infecção tenha atingido os rins.

O objetivo é ir além do tratamento do episódio atual e identificar, quando necessário, por que a infecção está acontecendo e se existe algum fator que possa favorecer sua recorrência.

Como prevenir a infecção urinária de repetição?

Alguns cuidados podem ajudar a reduzir o risco de novos episódios de ITU. Entre eles estão:

  • manter uma hidratação adequada, conforme as necessidades individuais;

  • evitar segurar a urina por períodos prolongados;

  • manter hábitos adequados de higiene íntima;

  • urinar após a relação sexual pode ajudar algumas mulheres;

  • evitar o uso excessivo de produtos que possam irritar a região íntima;

  • investigar alterações que dificultem o esvaziamento da bexiga;

  • procurar avaliação médica quando as infecções começam a se repetir.

A chamada infecção urinária de repetição merece uma atenção diferente de um episódio isolado. Quando as infecções retornam, o médico pode investigar fatores predisponentes, como alterações anatômicas, cálculos, obstruções, problemas no esvaziamento da bexiga ou outras condições do trato urinário.

A chamada infecção urinária de repetição merece uma atenção diferente de um

A prevenção, portanto, não depende apenas de hábitos. Em alguns pacientes, é necessário identificar e tratar a causa que está favorecendo as recorrências.

Tratamento para infecção urinária

O tratamento da ITU depende da localização da infecção, dos sintomas, do histórico do paciente e dos resultados dos exames quando indicados.

Nas infecções bacterianas, o médico pode recomendar antibioticoterapia, considerando o quadro clínico e, quando disponível e necessário, o resultado da urocultura e do antibiograma.

O uso de antibióticos sem avaliação profissional deve ser evitado. Além de o medicamento não ser adequado para a bactéria responsável pela infecção, a utilização incorreta pode contribuir para o desenvolvimento de resistência bacteriana.

Nos casos de ITU de repetição, o tratamento pode envolver uma investigação mais ampla para descobrir o que está provocando os novos episódios. Dependendo do caso, podem ser necessários exames complementares e estratégias específicas de prevenção.

Também é importante avaliar possíveis alterações estruturais ou funcionais do trato urinário quando houver indicação. Cálculos e obstruções, por exemplo, podem dificultar o fluxo da urina e contribuir para a persistência ou recorrência das infecções.

O tratamento correto busca não apenas aliviar os sintomas, mas também evitar a progressão da infecção e reduzir o risco de novas ocorrências.

Quando procurar um urologista para infecção urinária?

Nem todo desconforto ao urinar significa uma condição grave, mas alguns sinais indicam que é importante procurar avaliação médica. Febre, calafrios, dor lombar, vômitos, sangue na urina, dificuldade para urinar ou piora dos sintomas merecem atenção.

A consulta também é recomendada quando a infecção urinária aparece repetidamente. Nesses casos, tratar apenas os sintomas pode não ser suficiente. É importante investigar se existe algum fator predisponente por trás das recorrências.

A avaliação com um urologista para infecção urinária em São Paulo permite analisar o quadro de forma individualizada, confirmar o diagnóstico e definir a melhor estratégia de tratamento e acompanhamento.

Consulta e avaliação

A primeira etapa é entender os sintomas e o histórico do paciente. A partir dessa avaliação, podem ser solicitados exames para confirmar a infecção e identificar possíveis fatores associados.

Tratamento especializado

Quando existe uma infecção bacteriana, o tratamento é definido de acordo com as características do quadro e, quando indicado, pelos resultados da investigação laboratorial. Nos casos recorrentes, a abordagem também pode incluir a busca por causas que estejam favorecendo novas infecções.

Acompanhamento

O acompanhamento é especialmente importante para pacientes com infecção urinária de repetição. A investigação adequada pode ajudar a reduzir novos episódios e identificar alterações que precisam de tratamento específico.

Por que tratar a infecção urinária com um urologista em São Paulo?

Uma infecção urinária pode começar com sintomas simples, mas, sem diagnóstico e tratamento corretos, pode evoluir para quadros mais sérios, incluindo o comprometimento dos rins. E quando os episódios se repetem, quase sempre há uma causa que precisa ser investigada,  e é assim que a experiência do especialista faz diferença.

O Dr. Fernando Almeida tem mais de 25 anos de atuação na urologia e é Chefe da Disciplina de Urologia da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Com doutorado pela UNIFESP e pós-doutorado na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), oferece um atendimento criterioso, voltado não só a tratar o episódio atual, mas a entender por que a infecção acontece e como evitar que se repita.

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Prof. Dr. Fernando Almeida

Sobre o médico

Quem assina este conteúdo

O Prof. Dr. Fernando Almeida é urologista, cirurgião e professor, atuando como chefe da disciplina de urologia da Escola Paulista de Medicina (EPM-UNIFESP). Possui pós-doutorado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e vasta experiência clínica, dedicando-se ao diagnóstico e tratamento das doenças do sistema urinário de homens e mulheres, do aparelho reprodutor masculino e das disfunções do assoalho pélvico feminino.

CRM-SP: 95644 · RQE: 30284