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Incontinência Urinária

A perda involuntária de urina pode acontecer em diferentes situações e afetar homens e mulheres de maneiras diferentes.

1. Episódios ao tossir, 2. fazer esforço físico, 3. espirrar ou até 4. vontade súbita de urinar seguida de perda são manifestações que merecem investigações. 

A incontinência urinária também pode interferir no sono, na rotina e na vida social. 

O Ministério da Saúde define a condição como uma queixa de qualquer perda involuntária de urina e possui Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas específico para a incontinência urinária não neurogênica e um urologista para incontinência urinária é o ideal para ajudar no problema. 

O que é a incontinência urinária?

A incontinência urinária é a perda involuntária de urina, ela pode ocorrer por diferentes mecanismos e, por isso, não existe um único tratamento indicado para todos os pacientes.


A bexiga é como um reservatório no corpo humano, durante o enchimento, a urina é armazenada até o momento adequado para a micção.

O controle depende da interação entre a musculatura da bexiga, uretra, os esfíncteres, o assoalho pélvico e o sistema nervoso. Alterações em qualquer parte desse sistema podem provocar perda de urina.

Quais são os principais tipos de incontinência urinária?

Identificar o padrão da perda é uma das etapas da avaliação. Os tipos mais comuns são: 

Tipo

Característica principal

Incontinência urinária de esforço

Perda de urina ao tossir, espirrar, correr, rir ou fazer esforço

Incontinência urinária de urgência

Vontade súbita e difícil de controlar, acompanhada ou seguida de perda

Incontinência urinária mista

Associação de sintomas de esforço e de urgência

Na incontinência urinária de esforço, a pressão exercida sobre a bexiga durante uma atividade física supera a capacidade de fechamento da uretra. ALterações do assoalho pélvico e do mecanismo esfincteriano podem estar envolvidas. 

Já a incontinência urinária de urgência está relacionada à dificuldade de controlar contrações involuntárias da bexiga. Ela pode aparecer no contexto da síndrome da bexiga hiperativa.

Quando os dois padrões estão presentes, fala-se em incontinência urinária mista.

Homens ou mulheres desenvolvem incontinência urinária?

A condição pode atingir pessoas de diferentes idades. Entre as mulheres, fatores como:

  • gestação;

  • parto;

  • alterações do assoalho pélvico;

  • menopausa.

Podem influenciar na incontinência.

Já em homens, a perda urinária também pode estar relacionada a alterações do esfíncter e ao período posterior a alguns procedimentos sobre a próstata.

Outros fatores também podem contribuir para os sintomas, como:

  • envelhecimento; 

  • alterações neurológicas;

  • doenças que interferem no funcionamento da bexiga; 

  • alterações do assoalho pélvico;

  • determinados medicamentos.

  • cirurgia prévias;

  • alterações da próstata.

Por isso, a investigação deve considerar o histórico clínico e o padrão dos sintomas de cada pessoa.

Como é feito o diagnóstico?

Ó diagnóstico começa pela conversa com o paciente. É importante saber quando ocorre a perda, qual é a quantidade aproximada, quais situações provocam o episódio e se existe a urgência para urinar ajuda a direcionar a investigação.


Dependendo do caso, o urologista para incontinência urinária pode solicitar:

  • avaliação física;

  • diário miccional; 

  • exame de urina;

  • ultrassonografia; 

  • avaliação do resíduo pós-miccional;

  • estudo urodinâmico

  • outros exames conforme a hipótese diagnóstica.

O estudo urodinâmico pode ser particularmente útil em determinadas situações para analisar o funcionamento da bexiga e da uretra.

O objetivo é identificar o mecanismo da perda e excluir outras condições que possam produzir sintomas semelhantes.

Tratamento da incontinência urinária

O tratamento é definido com o especialista olhando o tipo de incontinência, a intensidade dos sintomas, as condições clínicas e a resposta às medidas adotadas.

As possibilidades incluem abordagens conservadoras, medicamentos e procedimentos cirúrgicos.

Fisioterapia pélvica

Os exercícios para a musculatura do assoalho pélvico podem fazer parte do tratamento, especialmente em determinados casos de incontinência de esforço. A orientação profissional ajuda a identificar e trabalhar corretamente essa musculatura. 

Medicamentos

Alguns medicamentos podem ser usados para controlar sintomas relacionados à bexiga hiperativa e à urgência urinária.

A indicação depende da avaliação médica e das características do paciente.

Cirurgia para incontinência de esforço

Em pacientes selecionadas com incontinência urinária de esforço, procedimentos cirúrgicos podem ser considerados. Entre as alternativas estão os slings, utilizados para oferecer suporte à uretra.

A escolha do procedimento deve considerar a causa da incontinência, tratamentos anteriores, condições anatômicas e outros fatores clínicos.

Neuromodulação sacral

A neuromodulação sacral é outra alternativa terapêutica utilizada em situações específicas, especialmente em alguns casos de disfunção urinária que não respondem adequadamente às medidas convencionais.

A técnica utiliza um dispositivo implantado para estimular os nervos relacionados ao controle da bexiga. O tratamento com InterStim é uma das tecnologias utilizadas nessa área e integra a experiência clínica do Dr. Fernando Almeida com distúrbios de micção.

Participação em diretrizes nacionais

A incontinência urinária não neurogênica possui um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) aprovado pelo Ministério da Saúde.

Este documento estabelece critérios para diagnóstico, tratamento e acompanhamento no âmbito do SUS. 

O processo de elaboração de PCDTs envolve profissionais de saúde, especialistas, representantes de sociedades médicas e equipes do Ministério da Saúde. 

Quando você deve procurar um urologista?

A perda de urina recorrente precisa ser avaliado. O mesmo vale para situações em que a pessoa passa a evitar atividades, interromper compromissos ou acordar frequentemente durante a noite por causa dos sintomas.

Uma consulta com um urologista para incontinência urinária permite investigar o padrão da perda e identificar quais opções de tratamento podem ser consideradas.

Incontinência Urinária

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Prof. Dr. Fernando Almeida

Sobre o médico

Quem assina este conteúdo

O Prof. Dr. Fernando Almeida é urologista, cirurgião e professor, atuando como chefe da disciplina de urologia da Escola Paulista de Medicina (EPM-UNIFESP). Possui pós-doutorado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e vasta experiência clínica, dedicando-se ao diagnóstico e tratamento das doenças do sistema urinário de homens e mulheres, do aparelho reprodutor masculino e das disfunções do assoalho pélvico feminino.

CRM-SP: 95644 · RQE: 30284