Principais Fatores para o Desenvolvimento do Testículo Retrátil
Detalhes do Tratamento:
O testículo retrátil é caracterizado pelo movimento involuntário do testículo em direção ao canal inguinal, retornando naturalmente ao escroto em seguida. Esse fenômeno decorre de uma resposta acentuada do músculo cremaster.
Embora possa se manifestar em diferentes fases da vida, essa condição é vista com maior frequência durante a infância.
Na grande maioria dos casos, o quadro apresenta resolução espontânea antes da puberdade, acompanhando o desenvolvimento fisiológico natural da criança.
Qual é a diferença entre testículo retrátil e criptorquidia?
É comum confundir as duas condições, mas elas são diferentes. No testículo que sobe e desce, ele está presente no escroto e apenas se retrai. Na criptorquidia, o testículo nunca desceu de forma completa.
Testículo retrátil | Criptorquidia |
|---|---|
O testículo sobe e desce | O testículo não desceu ao escroto |
Causado pelo reflexo do músculo cremaster | Causado por falha na descida durante a gestação |
Costuma se resolver até a puberdade | Geralmente precisa de correção |
Fatores que favorecem o testículo retrátil
Alguns fatores aumentam a chance de a condição aparecer, tanto em bebês quanto em adultos.
Em bebês:
Prematuridade, que eleva a probabilidade do quadro;
Histórico familiar, presente em cerca de 12 a 15% dos casos;
Gemelaridade, associada a risco um pouco maior.
Em adultos:
Frio, que provoca a contração reflexa da bolsa escrotal;
Contração muscular durante o orgasmo, que pode elevar temporariamente o testículo.
Riscos quando não há acompanhamento
Na maioria das vezes, o testículo retrátil não causa complicações. O problema surge quando o quadro não se resolve nos primeiros anos e não é acompanhado.
Nesses casos, os riscos incluem:
Maior chance de infertilidade no futuro;
Hérnia inguinal;
Torção testicular, que é uma emergência.
Quando procurar um urologista
A avaliação especializada é indicada sempre que houver dúvida sobre a posição do testículo. Procure um urologista se notar que:
O testículo não é visto ou palpado no escroto com frequência.
Há dor, inchaço ou mudança de tamanho na região.
A condição persiste após os primeiros anos de vida.
Agende uma avaliação
Para garantir um diagnóstico preciso e um acompanhamento adequado, é fundamental a consulta com um urologista especializado, que vai garantir mais segurança e assertividade em todo o processo.
O Dr. Fernando Almeida possui mais de 25 anos de experiência clínica e cirúrgica em Urologia. É Professor Livre-Docente e Chefe da Disciplina de Urologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), além de possuir Doutorado na área e Pós-Doutorado pela University of California, Los Angeles (UCLA).
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